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Estrutura de Gestão do Risco de Liquidez

REF: 2022 | 01 de setembro de 2023

Sumário

Sumário

1. Objetivo

1. Objetivo

Este relatório de acesso público tem como objetivo evidenciar a estrutura de gerenciamento do risco de liquidez da Aarin, exigido por meio do Art. 3o da Resolução 1/2020 do em consonância com Art. 6o da Circular 3.681/2013 (revogada em 31/08/2023) e com o Art. 18 da resolução 198/2022 do Banco Central do Brasil, e suas posteriores alterações.

2. Referência Regulatória

2. Referência Regulatória

De acordo com o Art 16 da resolução 198/2022 risco de liquidez é definido como a possibilidade de a instituição de pagamento não ser capaz de honrar eficientemente suas obrigações speradas e inesperadas, correntes e futuras sem afetar suas operações diárias e sem incorrer em perdas significativas, assim como não ser capaz de converter moeda eletrônica em moeda física ou escritural no momento da solicitação do usuário. De acordo com o Art. 17, a estrutura de gerenciamento de risco deve prever, no que tange ao risco de liquidez, no mínimo:

Processos para identificar, avaliar, monitorar e controlar a exposição ao risco de liquidez em diferentes horizontes de tempo, inclusive intradia; e

Plano de contingência de liquidez que estabeleça responsabilidades e procedimentos para enfrentar situações de estresse de liquidez.

3. Estrutura de Gerenciamento de Risco de Liquidez

3. Estrutura de Gerenciamento de Risco de Liquidez

A Aarin, em convergência com as diretrizes estabelecidas pelo regulador e melhores práticas de mercado, adota o conceito de 3 (três) linhas de gestão de riscos instituido pelo IIA para operacionalizar sua estrutura de gerenciamento dos riscos corporativos e controles internos, assegurando a perenidade de suas operações, segurança organizacional e a conformidade com as orientações do órgão. Todos as partes trabalham juntas, contribuindo coletivamente para a criação e proteção de valor por meio da comunicação, cooperação e colaboração.

Linha de Gestão de Riscos
Representada pelas áreas de negócio e de suporte as quais os processos organizacionais permeiam a provisão de produtos/serviços aos clientes da Aarin. É responsável pelas atividades de identificação, mensuração e avaliação dos riscos associados aos processos das áreas de forma preventiva, tratando-os por meio de planos de ação destinado a implementação melhorias e controles que assegurem o cumprimento das regulamentações, políticas, normas e objetivos da empresa. Responsável também pela comunicação de tais informações à 2a linha de gestão de riscos e à estrutura de governança no que tange a:

Incidentes e/ou desarranjos operacionais atribuídos aos seus processos.

Desconfomidades de conduta de acordo com as normas internas estabelecidas.

Garantia da conformidade com as expectativas legais, regulatórias e éticas.

Linha de Gestão de Riscos
Representada pelas áreas de suporte, desempenha o papel de fornecer expertise complementar, suporte e monitoramento no âmbito do gerenciamento de riscos da Aarin. Esta instância é responsável por desenvolver políticas, modelos e metodologias, além de prestar suporte consultivo especializado e independente às demais áreas, assegurando que a 1a Linha de gestão de riscos tenha identificado, avaliado e reportado os riscos de forma adequada. Adicionalmente, a Segunda Linha monitora e supervisiona as ações correlatas, em conformidade com as diretrizes institucionais, apresentando relatórios ao corpo executivo e ao Conselho de Administração por meio do Comitê de Riscos de Aarin, abordando os seguintes pontos:

Desenvolvimento, implementação e aprimoramento contínuo das práticas de gerenciamento de riscos (incluindo controles internos) em diferentes níveis, como processos, sistemas e entidade.

Alcance dos objetivos de gerenciamento de riscos, tais como conformidade com leis, regulamentos e padrões éticos aceitáveis, eficácia dos controles internos, segurança da informação e tecnologia, bem como sustentabilidade.

Prover análises e relatórios acerca da adequação e eficácia do gerenciamento de riscos, abrangendo também a avaliação dos controles internos.

Linha de Gestão de Riscos
Representada pela área de auditoria interna, atua de maneira independente na avaliação periódica da adequação, eficácia e suficiência das políticas, métodos, processos e sistemas adotados pela 1a e 2a Linhas em relação aos processos de gerenciamento de riscos, a eficácia dos controles internos e à governança corporativa. Esta instância realiza uma avaliação independente, prestando assessoria à gestão e aos órgãos de governança, visando garantir a conformidade e eficácia da governança e do gerenciamento de riscos, de modo a apoiar a realização dos objetivos organizacionais e promover e facilitar a busca pela melhoria contínua.

A estrutura de Gestão do Risco de Liquidez na Aarin é composta pelos componentes descritos no organograma a seguir:

Em junho de 2023 foi implementada a área de Gestão de Riscos e Controles Internos apartada, fundamentada nos princípios de segregação de funções e independência, dirimindo a eventual ocorrência de conflito de interesses entre 1a Linha de Gestão de riscos e 2a Linha de Gestão de Riscos.

Em agosto de 2023, a área passou a fazer parte da Diretoria Jurídica, passando a integrar a estrutura da área Compliance e gerando maior sinergia entre os processos.

4. Atribuições e Responsabilidades

4. Atribuições e Responsabilidades

4.1 Conselho Administrativo
Aprovar e revisar políticas, procedimentos e estratégias relacionadas ao gerenciamento de risco de liquidez anualmente;

Autorizar, quando necessário, exceções às políticas e aos procedimentos de gerenciamento de riscos estabelecidos;

Assegurar independência e a segregação das áreas de gerenciamento de riscos e auditoria interna, preservando a atribuição de responsabilidades e a delegação de autoridades que subsidiam o gerenciamento do risco de liquidez;

Assegurar a compatibilidade entre os níveis de capital e de liquidez de acordo com apetite ao risco da instituição;

Promover a disseminação da cultura de gerenciamento de riscos.

4.2 Comitê de Riscos
Deliberar sobre possíveis ações para mitigação de fatores de riscos associados aos processos relacionados ao gerenciamento de risco de liquidez levantados pela área de Riscos e controles internos;

Deliberar sobre possíveis ações a serem realizadas em caso de situações de alerta e/ou crise de liquidez.

4.3 Diretoria
Aprovar e apoiar a política de gerenciamento do risco de liquidez e a estratégia de contingência de liquidez;

Definir estratégias de liquidez alinhadas aos objetivos da instituição;

Supervisionar a implementação da política de gerenciamento do risco de liquidez e plano de contingência de liquidez;

Aprovar o Plano de Contingência de Liquidez; e

Aprovar os procedimentos de controle do risco de liquidez.

4.4 Presidência – CEO
Aprovar os relatórios de riscos e controles internos, contendo as fragilidades e ações a serem implantadas para os ajustes no processo;

Gerenciar os ativos líquidos e garantir níveis adequados de recursos financeiros respeitando os níveis e limite de liquidez, em diferentes horizontes de tempo;

Fornecer à Diretoria Jurídica os dados e demais informações necessárias para a realização do monitoramento adequado dos indicadores definidos;

Enviar à Diretoria Jurídica diariamente relatórios para o acompanhamento do fluxo de caixa e posição financeira diária;

Salvaguardar os saldos dos clientes e saldos bancários;

Comunicar tempestivamente a Diretoria Jurídica sempre que identificar riscos potenciais sobre a liquidez da Aarin e fornecer insumos caso seja identificado descasamentos relacionados a liquidez.

4.5 Diretoria Jurídica
Identificar, avaliar e monitorar o risco de liquidez inclusive a exposição da instituição intradia;

Projetar necessidades de liquidez e indicadores correlatos por meio de dados históricos do fluxo de caixa;

Coordenar as atividades de Gestão de Riscos, compreendendo o risco de liquidez, sendo independente no exercício de suas funções, provendo apoio técnico na definição dos critérios, premissas e metodologias, conforme requisitos regulatórios e boas práticas de mercado;

Implementar a política de gerenciamento do riscos de liquidez, conduzir testes de estresse sobre o fluxo de caixa;

Manter o plano de contingência atualizado e testado avaliando sua exequibilidade, razoabilidade do potencial de captação, relevância e suficiência frente ao objetivos da Aarin e cenários de estresse definidos;

Monitorar e atualizar os indicadores definidos para o risco de liquidez e disponibilizá-los para a Diretoria e para a 1ª linha de gestão de riscos.

5. Plano de Contingência de Liquidez

5. Plano de Contingência de Liquidez

O Plano de Contingência de Liquidez da Aarin é um documento interno revisado anualmente para estabelecer procedimentos, responsabilidades e estratégias diante de situações de estresse ou adversidades, como:

Garantir o fluxo contínuo de caixa e mitigar perdas devido ao risco de liquidez;

Definir procedimentos de Contingência de Liquidez;

Atribuir clareza nas responsabilidades e objetivos.

O plano é ativado em crises de liquidez específicas ou sistêmicas que resultem em redução significativa de reservas. A Diretoria, por meio de aprovação formal por e-mail, aciona o plano, que inclui:

Financiamento Bancário (Público/Privado): linhas de crédito;

Captação Externa;

Capital dos Sócios: por aporte.

O Plano de Contingência de Liquidez é essencial na gestão de risco, estabelecendo medidas e procedimentos para enfrentar estresses. Ele:

Define ações em cenários previamente estudados e aceitos pela Diretoria e Comitê de Riscos, abordando também situações não previstas;

Facilita comunicação rápida entre as partes e decisões necessárias para aplicar correções;

Estabelece métricas e indicadores de liquidez como parâmetro quantitativo para avaliar a condição de liquidez definindo os níveis necessário para acionamento das ações de contingenciamento de liquidez;

Estabelece uma clara divisão de papéis e responsabilidades para os objetivos descritos no documento.

A estrutura do plano inclui:

Identificação do responsável pela ativação e desativação do plano;

Ativos de Alta Liquidez essenciais, como comunicação, sistemas, relatórios e extratos bancários;

Eventos desencadeantes utilizados no estresse (ruptura de limite de liquidez, eventos de mercado);

Plano de comunicação (interno, clientes, reguladores, parceiros);

Definição de cenários de estresse de liquidez (tipo, severidade, prazo de recuperação);

Fluxos financeiros afetados e alternativas (redução de despesas, captação de mercado).

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